Blog no domínio da empresa
O blog deve ficar no domínio da sua empresa, numa pasta (suaempresa.com.br/blog) ou num subdomínio (blog.suaempresa.com.br), para que cada artigo citado pelas IAs fortaleça o seu nome, e não o de outra plataforma. Para o Google, as duas opções funcionam; a escolha depende de como o seu site é feito.
Por que o blog precisa estar no seu domínio?
Porque o link que a IA mostra como fonte, e a reputação que vem com ele, ficam com o dono do domínio. Um artigo excelente publicado numa plataforma de terceiros, como uma rede social ou um site de blogs, ajuda a plataforma a ser lembrada, e você corre o risco de perder tudo se ela mudar as regras ou fechar.
No seu domínio, cada artigo aponta para as suas páginas de serviço, aparece no seu Search Console e acumula sinais para o seu endereço. Quando a IA cita o artigo, quem lê vê suaempresa.com.br, e não o nome de outra empresa. A página preciso de blog para aparecer na IA? discute quando o blog faz diferença.
Há ainda o lado da medição. Com o blog no seu domínio, você vê no Search Console quais artigos aparecem no Google e nos resumos de IA, e no Google Analytics quantas visitas cada um traz, inclusive as que chegam do ChatGPT. Numa plataforma de terceiros, esses dados ficam com ela, quando ficam.
Subdomínio ou pasta: o que o Google diz?
O Google diz que, em geral, trata os dois do mesmo jeito. John Mueller, do Google, afirmou que vê subdomínios e pastas da mesma forma e que, pessoalmente, tentaria manter tudo junto quando possível, mas que o assunto pode ir para os dois lados.
| Critério | Pasta (suaempresa.com.br/blog) | Subdomínio (blog.suaempresa.com.br) |
|---|---|---|
| Visão do Google | Em geral, igual | Em geral, igual |
| Como se liga | O blog precisa rodar no mesmo sistema do site, ou atrás de uma configuração de servidor | Basta um registro de DNS apontando para a plataforma do blog |
| Funciona com Wix, Squarespace e similares | Só com o blog do próprio construtor | Sim, com qualquer plataforma de blog |
| Mexe no site principal | Sim, na maioria dos casos | Não |
| Search Console | Coberta pela propriedade do site | Coberto pela propriedade de domínio, ou verificado à parte |
Há diferenças práticas pequenas. Os nomes de site que o Google mostra nos resultados funcionam para domínios e subdomínios, mas não para pastas. No Search Console, uma propriedade de domínio cobre o site principal e todos os subdomínios de uma vez. Na prática, a escolha costuma ser decidida pela tecnologia do seu site, não pelo Google.
Quando usar o blog do WordPress ou do construtor de site?
Quando o seu site já está no WordPress, o blog dele é o caminho natural: fica numa pasta do mesmo domínio, usa o mesmo visual e, desde a versão 5.5, o WordPress já gera o sitemap sozinho. O cuidado é manter o WordPress, o tema e os plugins atualizados, e conferir que o texto sai pronto no HTML.
Construtores como Wix e Squarespace também têm blog próprio, numa pasta do domínio. A limitação é que você fica preso às opções do construtor para dados estruturados, velocidade e organização das páginas. Se o site foi feito à mão ou num sistema sem blog, o subdomínio com uma plataforma de blog separada costuma ser a saída mais simples. O artigo subdomínio ou pasta para o blog compara os casos com mais detalhe.
Como funciona um blog hospedado com CNAME?
O blog fica nos servidores de uma plataforma, mas aparece no endereço da sua empresa, graças a um registro de DNS chamado CNAME. O DNS é a lista que diz para onde cada endereço da internet aponta; o CNAME faz blog.suaempresa.com.br apontar para a plataforma, sem tocar no site principal.
- Escolha o endereço do blog, como blog.suaempresa.com.br.
- Entre no painel onde o domínio está registrado ou onde o DNS é gerenciado (Registro.br, Cloudflare, GoDaddy, Hostinger ou outro).
- Crie o registro CNAME com o nome "blog" e o destino que a plataforma informar.
- Crie o registro TXT de verificação, se a plataforma pedir.
- Espere a propagação e confira se o blog abre com https no novo endereço.
- Coloque um link para o blog no menu do site principal e links do blog para as páginas de serviço.
- Verifique o subdomínio no Search Console, ou use uma propriedade de domínio, e envie o sitemap do blog.
Em geral, a plataforma também pede um registro TXT, que prova que o domínio é seu. O passo a passo é quase sempre o mesmo:
Com que frequência publicar?
Com a frequência que você consegue manter com qualidade. O Google não tem número preferido de artigos nem de palavras, e lista como sinal de conteúdo feito para robô publicar sobre muitos temas na esperança de que algum dê certo.
Constância vale mais que volume. Um ritmo fixo, que você mantém por meses, cobre a sua lista de perguntas aos poucos e dá ao Google e às IAs tempo de encontrar e reler as páginas. Gerar dezenas de páginas de uma vez, com IA e sem revisão, é exatamente o que as regras de abuso de conteúdo em escala do Google descrevem.
Para manter o ritmo, trabalhe com uma pauta mensal: escolha no começo do mês as perguntas que serão respondidas, com base no que o teste das IAs mostrou, e deixe um espaço para atualizar artigos antigos. Prefira um ritmo menor, com cada artigo revisado por alguém da empresa, a vários textos escritos às pressas: é a revisão que garante que os dados estão certos.
Quantos artigos são suficientes?
Os suficientes para responder bem às perguntas que levam clientes até você. Não existe um número mágico; existe a lista de perguntas, e cada uma precisa de uma página que responda melhor do que as outras.
- Primeiro, as perguntas de indicação e preço do seu serviço principal.
- Depois, as dúvidas que aparecem antes da compra: como funciona, quanto tempo leva, quais os riscos.
- Em seguida, as comparações: o seu tipo de serviço contra as alternativas.
- Por fim, as perguntas de quem ainda está descobrindo o problema.
- Revise os artigos antigos antes de criar novos sobre o mesmo tema: duas páginas que respondem à mesma pergunta disputam entre si.
Ligue os artigos entre si. Um artigo sobre "quanto custa um implante" deve apontar para o de "implante dói?" e para a página do serviço de implante, e vice-versa. Esses links ajudam o leitor a seguir o assunto e ajudam os robôs a entender quais páginas são as principais do seu site.
O que o blog precisa ter tecnicamente?
O mesmo que o resto do site, com atenção a alguns itens próprios de artigos:
- Texto pronto no HTML, legível pelos robôs que não rodam JavaScript.
- robots.txt do subdomínio liberando os robôs de busca das IAs: cada subdomínio tem o seu.
- Sitemap próprio, enviado ao Search Console e ao Bing Webmaster Tools.
- Dados estruturados de artigo, com autor e datas de publicação e atualização.
- Nome do autor e uma linha sobre quem ele é.
- Links do artigo para as páginas de serviço e do site para o blog.
- Perguntas frequentes no fim de cada artigo.
Como a Presença cuida do blog?
A Presença publica o blog em blog.suaempresa.com.br, ligado com dois registros de DNS (CNAME e TXT), e funciona com qualquer site, incluindo Wix e Squarespace; o passo a passo está em como ligar o domínio. Quem usa WordPress pode publicar direto nele. Dá para ver os planos e o que cada um inclui.
Perguntas frequentes
Posso ter o blog num domínio separado, como blogdaempresa.com.br?
Pode, mas perde a vantagem principal: os artigos fortalecem outro endereço, não o do seu site. Prefira uma pasta ou um subdomínio do domínio principal.
Já tenho um blog fora do meu domínio. Preciso mudar?
Vale migrar os artigos que trazem visitas para o seu domínio e redirecionar os endereços antigos para os novos, um a um. Assim as visitas e os links não se perdem.
O blog precisa ter o mesmo visual do site?
Não precisa ser idêntico, mas deve ser reconhecível: mesmo logotipo, cores parecidas e um link de volta para o site. Assim o visitante sabe que continua na mesma empresa.
Ligar um subdomínio pode derrubar o meu site?
Não, se você criar só o registro novo. O CNAME do blog não altera os registros do site principal nem do e-mail; o cuidado é não apagar nem editar os registros que já existem.
Fontes
- Search Engine Journal, John Mueller (Google) sobre subdomínios e subpastas (mai. 2018), conferido em 17 de outubro de 2026
- Google Search Central, nomes de sites na Pesquisa, conferido em 17 de outubro de 2026
- Ajuda do Search Console, como adicionar uma propriedade de site (domínio e prefixo de URL), conferido em 17 de outubro de 2026
- Ajuda do Search Console, relatório de desempenho de IA generativa (Pesquisa), conferido em 17 de outubro de 2026
- OpenAI Help Center, "Publishers and Developers - FAQ", conferido em 17 de outubro de 2026
- WordPress Core, "New XML Sitemaps Functionality in WordPress 5.5" (jul. 2020), conferido em 17 de outubro de 2026
- Google Search Central, "Creating helpful, reliable, people-first content", conferido em 17 de outubro de 2026
- Google Search Central, políticas de spam (abuso de conteúdo em escala), conferido em 17 de outubro de 2026
- Anthropic, "Does Anthropic crawl data from the web, and how can site owners block the crawler?", conferido em 17 de outubro de 2026